Autoridades alemãs detêm ucraniano por suspeita de espionagem em fábrica de armas

Autoridades alemãs detêm ucraniano por suspeita de espionagem em fábrica de armas

A polícia alemã prendeu um cidadão ucraniano suspeito de espionagem numa fábrica de armas, na Baviera, com o objetivo de a sabotar.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Christian Mang - Reuters

Há "fortes suspeitas" de que o homem de 33 anos tenha captado "imagens" da fábrica de armas em junho "na preparação para atos de sabotagem", de acordo com um comunicado conjunto da Procuradoria de Munique e da Polícia Estadual da Turíngia, região onde foi detido no domingo.

Como um "agente de baixo escalão", o homem teria transmitido essas imagens ao contato que agia em nome dos serviços de inteligência de uma potência estrangeira, explicaram as autoridades, sem especificar qual.

A investigação está a ser conduzida por um novo centro nacional responsável por coordenar as defesas contra "ataques híbridos", inaugurado em junho.

A Alemanha está em alerta máximo face a uma vaga de operações de desestabilização, sabotagem e espionagem no território, a maioria atribuída à Rússia.

O ministro do Interior da Alemanha alertou na quarta-feira para "uma nova dimensão de ameaça" ao país, mencionando um possível "cenário de ataque híbrido" após a descoberta de um drone explosivo no Aeroporto de Leipzig, um importante centro logístico para a NATO e para o transporte de equipamentos militares e civis para a Ucrânia.

Em declarações à imprensa na quarta-feira, Alexander Dobrindt sugeriu que um agente estatal estaria por trás do drone carregado de explosivos encontrado no aeroporto de Leipzig.

"Não podemos descartar a possibilidade de que potências estrangeiras estejam por trás disso", disse Dobrindt. "Isso agora fará parte da investigação, mas há muitos indícios que apontam nessa direção".

Dobrindt evitou mencionar especificamente a Rússia, mas afirmou que "uma ameaça híbrida é evidente" e que tais ameaças não se originam de amadores, mas "frequentemente estão ligadas a potências estrangeiras".

Recorde-se que Berlim tem apoiado Kiev desde o início da invasão russa em 2022. E em setembro de 2025, as autoridades alemãs lançaram uma campanha de informação alertando sobre o recrutamento online de "agentes descartáveis" pela Rússia.

C/agências
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